Que sirva como lição!

Que sirva como lição!

Esse evento da falta de energia no Estado do Amapá tem uma dimensão que fica muito complicado explicar. Praticamente, salvo engano, todas unidades da Federação estão ligadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de fornecimento de energia elétrica, inclusive o estado em questão. Segundo noticiado, existe apenas uma grande subestação que o atende, que interliga ao citado sistema. É fácil imaginar a fragilidade de tal alternativa que, o bom senso, indica a necessidade do que se designa como redundância. Seria o famoso backup. As causas também citadas na mídia foram devidas a um raio que provocou o incêndio de dois transformadores de grande porte. O que merece também um rigoroso diagnóstico. Para quem trabalha na área, em tempo algum, se terá na prateleira esse tipo de equipamento. Daí, o grande transtorno causado e o longo período previsto para que se atenda na plenitude as cargas demandadas. Nesse contexto surgem como alternativas as chamadas fontes renováveis de energia, como a eólica; solar; biomassa; biocombustível e as Pequenas Centrais hidrelétricas, as quais têm um excelente perfil para a disseminação da Geração Distribuída.

Os grandes players veem na geração solar um grande negócio!

Os grandes players já perceberam que investir em geração fotovoltaica representa um negócio cuja expansão é sem retorno e devido às inovações galopantes que vêm acontecendo no setor com referência aos painéis; inversores; baterias para sistemas off-grid e até nos cabos e fios específicos para CC e exposto ao sol, o payback também está experimentando uma queda bastante interessante. Como todos sabemos, os clientes têm convencionalmente duas principais opções; ou fica cativo de uma concessionária ou vai para o mercado livre, sujeito aos riscos que essa alternativa oferece pela flutuação do preço e da oferta da fonte primária constante do contrato. Mas, com advento da geração solar, o panorama vem mudando de forma célere devido à sua atratividade, podendo ser um auto-produtor e/ou ser um compartilhador com a concessionária. Muito embora sejamos um país privilegiado pela matriz energética, há os famigerados tributos que no nosso ambiente em comparação com o mundo é escorchante. Vejam o que acontece com o ICMS dos Estados da Federação! Como é um imposto que mexe com os seus caixas, jamais sofrerá grandes mudanças para o consumidor final. Além do que as barreiras políticas são intransponíveis. Muito embora existe entre as unidades da Federação um ambiente de quase autofagia no que tange aos tributos. Atualmente a capacidade instalada tem no residencial o maior contribuidor mas, com a entrada desses gigantes pode ser que o quadro mude a médio ou longo prazos. Enfim a geração solar exigirá das concessionárias de energia elétrica enormes desafios para manter o consumidor cativo, tanto no preço do MWh quanto na qualidade, segurança e continuidade do fornecimento. A natureza e as gerações futuras ficaram muito gratas!

A importância dos cuidados extremos com as atmosferas explosivas!

É um assunto de extrema importância, porque, como é óbvio lida com grande risco operacionais, sobretudo, para as pessoas que trabalham num ambiente classificado contendo risco de um acidente de explosão. Cabe-me aqui uma interrogação! É fácil constatar um número enorme de construção habitacional no entorno de uma unidade contendo produto com risco de explosão e com grande chance da ocorrência de incêndio, normalmente, de grandes proporções, como a mídia já noticou exaustivamente. É notório que a cultura da manutenção por antecipação, termo que tive a modéstia de criar, que é aquela pensada em cima da prancheta, hoje nos aplicativos de computador; para ilustrar, dou como exemplo um projeto de acessibilidade e de fuga, dentre outros inúmeros exemplos que poderia dar; a preditiva; a preventiva e a que, idealmente, deve ter uma atuação, percentualmente, menor que é a corretiva. Devemos seguir o gráfico de Pareto, a famosa curva ABC, ou seja, 80% concentrado nos 3 tipos de manutenção e 20% na corretiva. Outra observação, apenas como uma digressão, cito que a famosa lei de Murphy é uma grande abstração e brincadeira, pois na prática, se fosse verdade, as cidades seriam um eterna fogueira. O que existe de gambiarra por aí, é uma fábula. Para se ter uma ideia, têm saído notícias, vejam que absurdo, com os hospitais não tendo o habite-se para funcionamento. Isso só é constatado depois de um grande sinistro que ceifa a vida de seres humanos, Enfim, sem um olhar de apologista da desgraça, Deus é realmente brasileiro! Engenheiro e Professor. https:/maga663965261.wordpress.com

O futuro da geração fotovoltaica bate nas portas do Mundo!

A velocidade das novidades tecnológicas para a geração fotovoltaica impressiona. Desde os fios e cabos elétricos, passando pelas placas solares ou melhor dizendo, de forma genérica, de captadores de energia do sol, quando estão se lançando no mercado placas com 640 Wp e 21% de rendimento; a inteligência do sistema que são os inversores que têm excelente de desempenho tanto quanto à efciência e à qualidade da energia, que é um fator muito importante devido à disseminação das cargas não lineares; a filosofia adotada para proteção contra descarga atmosférica (SPDA); em atendimento as exigências de menos impacto no meio ambiente; e um outro fator de suma importância, é a acelerada diminuição do preço do MWh gerado, diminuindo cada vez mais o paybck do investimento, cujas linhas para obtê-lo, o mercado das instituições públicas e privadas oferece um leque amplo de alternativas. Não tenho o menor receio de afirmar que nas próximas décadas a energia solar vai dominar as fontes primárias de energia, que transitará pela geração distribuída e desembocando no setor automotivo, com ampla colaboração para ampliação do mercado dos movidos à eletricidade. Enfim, o futuro da geração fotovoltaica está batendo as portas do mundo. E nisso, o Brasil será um dos grandes protagonista!Denunciar

A importância de fios e cabos não halogenados.

Realmente uma evolução no fabrico de fios e cabos elétricos que não emitem gases tóxicos, pouca fumaça e têm características de serem antichama e autoextinguíveis.. A triste estatística dos Corpos de Bombeiro aponta que a maioria esmagadora das causas e origens dos incêndios se concentram devido à sobrecarga e ao curto-circuito nas instalações elétricas. Todos sabemos, por incrível que pareça, se fizermos um diagnóstico dos projetos, execução das instalações elétricas certamente teremos o desprazer de apontar um número estarrecedor de não conformidade dos previstos pelo menos nas normais técnicas. Daí eu insisto, que a tal famosa lei de Murphy é apenas um momento folclórico porque ,se fosse comprovada na prática, as cidades seriam uma eterna fogueira. Uma vida não tem preço e esses materiais vêm trazer uma melhora no grau de segurança nos ambientes que nós passamos grande parte do nosso tempo. Engenheiro, Professor e Mestre em Ciência de Engenharia Elétrica – COOPE/UFRJ.

Nem oito nem oitenta!

Como sempre, tem que haver o necessário equilíbrio!Temos lidos com grande satisfação que a capacidade instalada brasileira de geração fotovoltaica, que tem a predominância dos consumidores residenciais, vem aumentando também no segmento dos grandes consumidores. Não é novidade para quem estuda o assunto que os consumidores residenciais pagam uma energia que subsidia os segmentos comerciais e, sobretudo, o industrial. Portanto, essa mudança pode, sem ser utópico, contribuir para que a chamada “inflação do KWh” para os residenciais tenha um crescimento mais justa. O potencial desse país é enorme para expandir a sua capacidade instalada na fonte solar. É evidente que tudo nada vida tem que ter a dosagem do equilíbrio , ou seja, nem oito e nem oitenta. As chamadas fazendas solares não podem sacrificar terras férteis para produção do agronegócio, segmento no qual o Brasil é um dos grandes protagonistas. Já é um assunto que merece um estudo profundo e cuidadoso. Está aqui um bom tema para as dissertações e teses de mestrado e doutorado.

A indispensável mão de obra para atender o boom!

Meus parabéns as empresas que preparam mão de obra e publicam matéria nas diversas mídias sobre a geração fotovoltaica . Acreditamos que o crescimento no setor já adquiriu uma maturidade irreversível e que a tendência é de ampla expansão no mundo e no Brasil. Nessa crise gerada de emprego pela pandemia, inédita nos últimos 100 anos, a geração solar desempenhará um papel de grande protagonismo. Segundo publicado em sites especializados, o país ocupa a oitava posição no setor em geração de emprego. Temos uma longa cadeia de empreendedores que gravitam em torno dessa estupenda fonte alternativa e renovável de energia. Pelo nosso potencial solar, cremos, em breve estaremos ocupando os primeiros lugares. Para isso, é necessária a capacitação de mão de obra desde a venda; projeto; execução; manutenção e assistência técnica pós venda. Nunca é redundante salientar que a velocidade das pesquisas; desenvolvimento e inovação na área é admirável. A fotovoltaica não se restringirá à Geração Distribuição e, muito em breve, estará como tecnologia embarcada nos automotivos. É uma aposta segura para acontecer!

Está aqui um tema instigante!

O tema baterias vem ocupando especial atenção do mundo no que tange à geração fotovoltaica off-grid e também para os automotivos elétricos. O Avanço nessa área imporá as concessionárias de energia elétrica buscarem alternativas capazes de desestimular os consumidores finais de todos os segmentos em desistirem em investir na fotovoltaica off-grid. Ou seja, a competição será árdua e vislumbro que os clientes dessas instituições, que no nosso país os têm como cativos, poderão, finalmente, ter alternativas para fugirem, além da inflação do KWh, também de arcar com um dos mais caros KWh do mundo .Isto, constitui-se numa grande contradição por sermos privilegiados em fontes alternativas e renováveis de energia. Torcemos que outras instituição se dediquem à pesquisa; ao desenvolvimento e à inovação no instigante campo das baterias.

Uma notícia alvissareira!

A empresa Ethernit já tem aprovado o fabrico de telhas que pode ser utilizada na geração fotovoltaica, cujo lançamento no mercado está previsto para o meados de 2021. Caso essa tecnologia seja competitiva e em se tratando de um produto, creio, com tecnologia iminentemente nacional, constitui-se em uma notícia alvissareira, visto que os equipamentos para geração fotovoltaica fabricados no nosso ambiente ainda têm um custo alto. Fica evidenciado, também, a redução do custo de execução do projeto. Torcemos pelo sucesso. Também é uma janela de oportunidade para que a pesquisa sobre esse tipo de telha avance ainda mais!

Um metodologia simples para avaliar o potencial de um local para geração fotovoltaica

É de senso comum que o mundo vem experimentando uma revolução quanto à busca de fontes primárias de energia impelido pelas exigências de serem mais amigáveis com o meio ambiente. Desta forma, as transações comerciais e econômicas entre os países, com destaque os mais desenvolvidos, cada vez mais trazem no seu escopo a obrigatoriedade de serem menos impactantes aos recursos ofertados pela natureza. Em especial, no caso brasileiro, que é privilegiado pela extraordinária matriz com predomínio das fontes alternativas e renováveis, ganha relevância as de origem solar, como a geração fotovoltaica, que cresce no nosso ambiente em torno de 2 vezes, em média, nos últimos anos. O segmento residencial apresenta um crescimento sustentado na fotovoltaica, pois os consumidores vislumbram uma uma alternativa para se resguardarem contra a chamada inflação do KWh consumido, que é um dos mais altos do mundo. O intuito desse material é, portanto, contemplar e orientar esses importantes clientes na instalação própria de energia, principalmente um sistema on-grid, através de uma metodologia muito simples para poderem avaliar quanto à decisão na aquisição e no investimento nesse tipo de empreendimento. O parâmetro utilizado será apenas o do KWh consumido e terá como exemplo uma unidade residencial de porte médio, com característica que abrange um percentual bastante relevante do nosso país.

Exemplo:

  1. Localização – residência da região oeste do Município do Rio de Janeiro;
  2. Tipo de cliente: Grupo B – residencial;
  3. Tipo de ligação: Trifásica;
  4. Concessionária que abrange a região: Light S/A;
  5. Consumo médio mensal: CMM = 320 KWh por mês;
  6. Custo de disponibilidade (CD) : É um custo mínimo pago à concessionária para dispor, a qualquer hora, de fornecimento de energia elétrica o consumidor, sendo considerado os seguintes valores por mês: Ligação monofásica – 30 KWh; bifásica – 50KWh e trifásica – 100 KwH;
  7. Energia de compensação (EC) : É aquela que efetivamente será tomada como base para o dimensionamento do sistema de geração fotovoltaica: EC = CMM – CD = 320 – 100 = 220 KWh por mês;
  8. Energia de compensação diária (ECD) : ECD = 220/30 = 7,4KWh/dia;
  9. Irradiação solar diária ( Hora solar de pico – HSP) em KWh/m²dia : No caso do Rio de Janeiro é de 5,00 (HSP) com uma boa aproximação;
  10. Potência de pico do gerador fotovoltaico : Wp = ECD/HSP = 7400 Wp/5 = 1480 Wp = 1,5 KWh ( arredondando);
  11. Número de módulos : Nm = 1480/500 = 3 ( considerando cada módulo de 500 Wp) – Implica em disponibilidade de área livre de aproximadamente de 8 metros quadrados;
  12. Custo para desenvolvimento dos projetos e execução: Considerando que cada 1wp custa $3 ( dólares americanos) temos um total de $4,500 que em reais a R$5,30/dólar é igual a R$23800,00;
  13. Tempo de retorno do investimento (pay pack) : Para avaliação de um economia de R$2640,00 /Ano obtemos : 23800/2640 = 9 anos. Há que observar que o real está muito desvalorizado e que, digamos, uma relação de R$4,60/dólar, o pay pack cai para 7,8 anos. Um sistema fotovoltaica dura em média 25 anos. Portanto, após a amortização do investimento, durante 16 a 18 anos passar acumular considerável valor em real.