Um extinção demorada!

Cabe-me aqui uma observação, com a devida modesta. As Chamadas lâmpadas incandescentes já não se fabricam mais no Brasil. O seu uso generalizado era em virtude do baixo custo que a longo prazo representava prejuízo. Usada apenas 5% da demanda de potência para transformar em energia luminosa, portanto, um verdadeiro sorvedouro de desperdício de energia. Um simples estudo com recursos da matemática financeira prova que não era um bom negócio o seu uso. Gerava 95% de energia por efeito Joule e, obviamente, exigia mais dos aparelhos de ar condicionado. Menos mau, que era calor de origem sensível. Tinham um boa característica de serem excelentes reprodutoras das cores; daí, foram muito usadas em vitrine de diversos tipos de loja. Aqui entre nós; talvez, tenhamos sido uma das últimas nações a bani-la do mercado. O Brasil deve ter perto 40 milhões de residências, outros milhões de lojas comerciais, pequenas e grandes indústrias que, todas, sem exceção, utilizavam esse tipo de lâmpada. Em ordem de grandeza, a sua extinção do mercado representou uma economia de energia compatível com a capacidade de geração de uma Itaipu. Vejam que desperdício!

Uma contribuição modesta!


Há muito confusão, mesmo para alguns engenheiros eletricistas, de que uma geração fotovoltaico monofásica, sem impedimento técnico, pode ser ligado a um circuito bifásico e trifásico. O contrário não. Um sistema on grid funciona como um gerador de corrente e um off-grid como um gerador de tensão. Lembremo-nos dos famosos teoremas de Norton e Thevenin. Também para a geração on-grid a rede da concessionário funciona como um barramento infinito. Desculpe-me se estou sendo arrogante! Friso que já assisti a palestrante de empresa famosa fabricante de equipamento para a geração fotovoltaica que confundia esse conceito. Visa apenas dar uma pequena contribuição técnica a esse setor que vem apresentando um crescimento quase exponencial, sobretudo, em alguns Estado Brasileiros. Com destaque, as Minas Gerais. Sem dúvida que já é a energia de um futuro bem próximo!

O grave problema do lixo eletro-eletrônico

O grave problema do lixo eletrônico.
Podemos assim classificar: O desenvolvimento tecnológico, como um
contradição, traz também desafio que podemos classificá-los como
incompreensíveis, como os famigerados lixos eletrônicos. O setor
eletro-eletrônico está incluso entre os que mais apresentam novidades
tecnológicas. Vivemos a era da extraordinária informática que nos
concede instrumentos preciosos para o desenvolvimento das
comunicações, da automação industrial, com destaque a inteligência
artificial que transita também pelos setores primários e terciários.
Nas edificações residenciais a sua presença já é notável. Todo esse
desenvolvimento libera o homem para atuar nas atividades que demandam
maior criatividade. Como sabemos, não existe tecnologia que seja
isenta de impacto no meio ambiente. É óbvio, uma mais e outras menos.
Também é claro que esse fato não pode ser obstáculo para avanço da
pesquisa; desenvolvimento e inovação. É o famoso cotejamento entre os
danos provocados e os benefícios auferidos. Então, para que os danos
sejam minimizados podemos dizer que estamos ainda no limiar desse
árduo processo. Basicamente, há necessidade do imprescindível
engajamento de todo o corpo social, desde os que produzem, com a
chamada logística reversa, transitando pelos que vendem e chegando ao
consumidor. Em último análise, sem querer ter a pretensão de dar a
solução para esse grave problema, trata-se da aquisição de uma ampla
consciência educacional que se inicia nos lares e nos primeiros passos
da criança no convívio escolar.

Os veículos elétricos: O futuro é hoje!

Como já tivemos oportunidade de comentar, os carros do futuro próximo serão os carros elétricos. Nos Estados Unidos e grande parte dos países da Europa estão em grande expansão a sua demanda. Alguns já estabeleceram metas até o ano 2030 para que circulam nos seus territórios apenas veículos elétricos. Aqui no Brasil o limar já começou mas, com muita timidez, o que é próprio da nossa cultural. É indubitável que o país possui um quadro de engenheiros entre os melhores do mundo, devido à capacidade criativa que o ambiente em que vivem exige. Portanto, não nos falta mão de obra capacidade para atuar no topo de qualquer tecnologia desenvolvida e/ou em estágios de preliminares. No que se refere aos carros elétricos ainda há um grande nó górdio a ser desatado que é um custo final da bateria que , atualmente, está em torno de 30%. Convenhamos que é um absurdo! A autonomia no deslocamento diário no ambiente urbano, nos parece já superado. No Brasil há necessidade da disponibilização de uma rede de eletro-postos para que não haja um gargalo na sua disseminação. Um assunto de suma importância é a nova metodologia que as normas técnicas têm que se preocuparem quanto ao desenvolvimento de novos projetos elétricos, como por exemplo, o cálculo da potencia demandada pelos empreendimentos residenciais, comerciais e industriais. o descarte das baterias também deve ter especial atenção dos fabricantes, revendedores e consumidores. Um bom recurso é a chamada logística reversa. Enfim, a contribuição desses veículos para que se possa evitar que se despeje na atmosfera milhões de toneladas de gás carbono é excelente e a mãe natureza e as gerações futuras ficaram imensamente agradecidas. Engenheiro, professor e mestre em ciência de engenharia elétrica – sistema de potência.

Um diagnóstico despretensioso!

A natureza nos acolheu com grande generosidade desde os primórdios da
existência do homem nesse minúsculo planeta, ao qual o chamamos de
Terra. Embora haja a incompreensível resistência de uma mentalidade
negacionista de alguns nações importantes no mundo, como os Estados
Unidos da América, que, lamentavelmente, têm a nossa companhia, há um
grande consenso de que o nosso lar, Terra, pede-nos um urgente bom
senso no que se refere à exploração; transformação; beneficiamento e
utilização dos produtos naturais. A conclusão é primária: ” Grande
parte deles vai se esgotar!” É claro que o homem, dotado de grande
raciocínio, possui as qualificações para encontrar soluções, via as
pesquisas científicas e a própria tecnologia desenvolvida por ele que,
embora pelo uso ambicioso e inadequado, representa o maior “vilão”.
Lógico que a natureza não nos impede de tirar o nosso sustento com a
indispensável parcimônia eivada da lógica e da inteligente. Todos
sabemos que o trinômio importante para existência de vida é
constituído pela água; ar e solo. A água é representada pelos oceanos
e rios que servem para a navegação de cabotagem e de longo curso com
suas vias gratuitas para o transporte de mercadorias e bens
transacionados entre as nações; tiramos o petróleo em águas rasas e
profundas, que nesse tema o Brasil é o maior protagonista e exporta
tecnologia e que já foi objeto de um grande prêmio conseguido pela
Petrobras e as nossas Universidades, como a pública e gratuita UFRJ;
serve-nos também para as atividades de lazer de diversos naipes; para
a pesca que representa a subsistência e nos fornece o alimento dos
mais saudáveis; possui um vasto campo ainda insondável para as
pesquisas tecnológicas e de cunho acadêmico. Vide a obra épica das
Vinte Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne, um pioneiro no trato das
curiosidades das profundezas do mar e é considerado, por muitos, o pai
da ficção científica. O ar atmosférico que é constituído por uma
mistura de diversos gases, como o nitrogênio, oxigênio, gás carbônico
e gases nobres. O oxigênio e o nitrogênio são os gases mais
abundantes, sendo que os outros gases são encontrados em quantidades
menores. O elemento ar vem sofrendo agressões ambientais de todo o
tipo. Os combustíveis fósseis originários do petróleo são os grandes
agressores e têm seu uso disseminado na produção industrial; nos
automotivos; na produção de energia, junto com o carvão, que é
intensamente utilizado nos países econômica e tecnicamente mais
desenvolvidos. São as nações, segundo o jargão do setor, que possuem
as maiores pegadas ecológicas, ou seja, os que mais poluem o meio
ambiente. Paralelamente, constata-se a destruição da camada de ozônio.
Desde o limiar da revolução industrial,  o homem tem contribuído para
esse trágico evento. A liberação de gás carbônico, óxidos nítricos e
nitrosos, e os clorofluorcarbonos, sendo este por muito tempo teve o
seu uso na climatização de ambiente, câmara frigorífica e
refrigeradores industriais e domésticos, na atmosfera dificultam a
renovação do Ozônio, permitindo que os raios ultravioletas consigam
penetrar com maior intensidade na superfície do planeta.”No ano de
1997, pesquisadores observaram pela primeira vez a existência de um
grande buraco na Camada de Ozônio na área da Antártida. A partir daí,
várias pesquisas concluíram que o nível de ozônio tem diminuído também
em outros pontos do planeta. De acordo com números do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a cada 1% de destruição da
Camada de Ozônio, aproximadamente 50 mil novos casos de câncer de pele
e 100 mil novos casos de cegueira, provocados por catarata, surgem no
mundo. Um outro problema  relacionado ao meio ambiente é o designado
efeito Estufa que permite a passagem dos raios do sol, gerando calor
que fica concentrado na atmosfera da terra, colaborando para o
derretimento das calotas polares e muitas intempéries que causam danos
de grandes dimensões. Embora, de forma natural, esse fenômeno seja
responsável por manter o planeta com uma temperatura adequada, gerando
o calor necessário, por que sem ele, a Terra seria extremamente fria e
a sobrevivência por aqui seria muito difícil.” O solo, o outro
elemento do trinômio, o mais explorado, pois é nele que construímos
grande parte das cidades e metrópoles com toda a infraestrutura a
serviço das facilidades e conforto do ser humano. Mas, também, onde se
registram os maiores impactos ao meio ambiente em consonância com o já
comentado. Para não deixar por  menos, para agravar esse quadro
preocupante, temos a poluição sonora que é uma das principais causas
do quadro de ansiedade das pessoas que vem aumentando de forma célere.
Também do solo tiramos diversas forma de metais e as chamadas terras
raras; a preciosa água dos poços artesianos que são de grande
utilidade nas terras áridas do nordeste brasileiro. Também se extrai o
chamado ouro negro, petróleo, cuja produção no Brasil é ainda muito
pequena. Enfim, o momento para agir já se deu há anos e continuará o
seu processo irreversível por décadas. Ainda bem que para a humanidade
não lhe falta capacidade inventiva para reverter esse quadro e não
dispensa a colaboração de todos nós! A mãe Natureza e as gerações
futuras ficarão gratas!

A automação industrial; o futuro é hoje!

A volúpia da automação industrial que hoje tem como o grande protagonista a chamada indústria 4.0, cujo berço é Alemanha, exige que os países invistam cada vez mais na educação, com destaque a de nível básico, para que tenhamos pessoas capazes de aprender e apreender essa área de conhecimento que permite liberar a mão de obra para tarefas menos repetitivas e, portanto, que têm um perfil ideal para a supra automação. Hoje, como já modestamente, tive oportunidade de comentar, o Brasil está patinando na ordenação da licitação para a internet de quinta geração (5G). Os motivos têm servido de inúmeras e intensas reportagens nas diversas mídias, que é contencioso entre adotar a tecnologia chinesa ou americana. A alegação é a possibilidade de o sistema da China abrir “a guarda” para espionagem. Segunda ouvi de pessoas altamente especializadas no segmento, esse perigo é real, mas, também disseram que qualquer opção escolhida, o país não estaria livre de tentativas de espionagem. Por consequência, cabe ao Brasil se precavê. A demora dessa importante decisão pode nos condenar a perda de um precioso tempo, que leva-nos a importar tecnologia de segunda linha. Como exemplo o segmento dos automotivos autônomos. Não podemos, de forma imperativa, sermos eternos pagadores de royalties! Enfim, a automação navega num mar tranquilo para sua inexorável expansão em todas as áreas das ciências e das tecnologias aplicadas!

A importância em se manter “UP to Date”.

É inexorável que o percurso a ser seguido para sua obtenção é: coleta de dados; análise desses dados para se saber onde se encontra perante o nicho de mercado em termos de tecnologia; solução a ser adotada para que se obtenha valor agregado; os resultados obtidos em termos de melhoria de desempenho tanto técnico como econômico e conclusões finais. O grande “tchan” é simplicidade e também estou plenamente de acordo que nem sempre sofisticação tecnológico representa a obtenção da relação custo/benefício a melhor possível. Nunca nos esqueçamos que alta tecnologia é muito cara. É claro que está sempre no ciclo de “Up to date” é sempre bom. Fazendo uma pequena digressão, o Brasil está no limiar da realização da licitação pública para se saber qual a tecnologia a ser adotada sobre a 5ª geração da internet (5G). A briga é de cachorro grande entre os Estados Unidos das Américas e a China. Não podemos ficar patinando nesse processo, sob pena de ficarmos para trás e importarmos tecnologia já obsoleta. O mundo já está num estágio avançado na designada inteligência artificial. Temos quebrar o paradigma de sermos eternos pagadores de royalties! Daí a importância em investir em capital humano que é a maior riqueza de um país. Como exemplo indelével, veja só que a Microsoft exportou em dólares americanos, muito mais que a Vale do Rio Doce em minério de ferro nos gigantes navios de 300 mil toneladas de porte bruto. A resposta todos sabemos o porquê. Como epílogo: Não nos falta massa crítica para singrarmos o caminho rumo ao grupo de países altamente desenvolvidos social e economicamente. A mãe natureza nos foi pródiga! Engenheiro, professor e mestre em ciências de engenharia elétrica.

O advento da lâmpada Led para economia de energia.

O conforto ambiental cada vez mais é uma preocupação para o desempenho dos funcionários e a boa iluminação artificial faz parte da lista do escopo de um projeto para obtê-lo. Há poucos anos ainda existia o fabrico das lâmpadas incandescentes que desperdiçava energia enormemente. Transformava em energia luminoso apenas 5% da que consumia, os restantes 95% geravam calor por efeito Joule, embora tipo sensível, provocando o aumento das potências instaladas dos equipamentos de climatização de ambiente, dentre os outras consequências em prejuízo da eficiência energética, tão em voga hoje em dia. Tais lâmpadas eram boas reprodutoras de cor(vide as vitrinas das lojas). Hoje já existem diversos sucedâneos para esse tipo de característica, inclusive entre as lâmpadas ledes. No Brasil ainda há uma arraigada cultura do desperdício. O país possui cerca de 80 milhões de domicílios e é fácil calcular a grande economia do consumo de energia e a diminuição das demandas pela disseminação da lâmpada led. Temos aqui um complicador, que é o preço dessas lâmpadas e um subsídio para a pessoas de menor poder aquisitivo poderia ser uma medida com o retorno econômico-financeiro garantido e bem interessante. Por extensão dos benefícios, no final da linha, a mãe natureza ficará bastante agradecida!