Um diagnóstico despretensioso!

A natureza nos acolheu com grande generosidade desde os primórdios da
existência do homem nesse minúsculo planeta, ao qual o chamamos de
Terra. Embora haja a incompreensível resistência de uma mentalidade
negacionista de alguns nações importantes no mundo, como os Estados
Unidos da América, que, lamentavelmente, têm a nossa companhia, há um
grande consenso de que o nosso lar, Terra, pede-nos um urgente bom
senso no que se refere à exploração; transformação; beneficiamento e
utilização dos produtos naturais. A conclusão é primária: ” Grande
parte deles vai se esgotar!” É claro que o homem, dotado de grande
raciocínio, possui as qualificações para encontrar soluções, via as
pesquisas científicas e a própria tecnologia desenvolvida por ele que,
embora pelo uso ambicioso e inadequado, representa o maior “vilão”.
Lógico que a natureza não nos impede de tirar o nosso sustento com a
indispensável parcimônia eivada da lógica e da inteligente. Todos
sabemos que o trinômio importante para existência de vida é
constituído pela água; ar e solo. A água é representada pelos oceanos
e rios que servem para a navegação de cabotagem e de longo curso com
suas vias gratuitas para o transporte de mercadorias e bens
transacionados entre as nações; tiramos o petróleo em águas rasas e
profundas, que nesse tema o Brasil é o maior protagonista e exporta
tecnologia e que já foi objeto de um grande prêmio conseguido pela
Petrobras e as nossas Universidades, como a pública e gratuita UFRJ;
serve-nos também para as atividades de lazer de diversos naipes; para
a pesca que representa a subsistência e nos fornece o alimento dos
mais saudáveis; possui um vasto campo ainda insondável para as
pesquisas tecnológicas e de cunho acadêmico. Vide a obra épica das
Vinte Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne, um pioneiro no trato das
curiosidades das profundezas do mar e é considerado, por muitos, o pai
da ficção científica. O ar atmosférico que é constituído por uma
mistura de diversos gases, como o nitrogênio, oxigênio, gás carbônico
e gases nobres. O oxigênio e o nitrogênio são os gases mais
abundantes, sendo que os outros gases são encontrados em quantidades
menores. O elemento ar vem sofrendo agressões ambientais de todo o
tipo. Os combustíveis fósseis originários do petróleo são os grandes
agressores e têm seu uso disseminado na produção industrial; nos
automotivos; na produção de energia, junto com o carvão, que é
intensamente utilizado nos países econômica e tecnicamente mais
desenvolvidos. São as nações, segundo o jargão do setor, que possuem
as maiores pegadas ecológicas, ou seja, os que mais poluem o meio
ambiente. Paralelamente, constata-se a destruição da camada de ozônio.
Desde o limiar da revolução industrial,  o homem tem contribuído para
esse trágico evento. A liberação de gás carbônico, óxidos nítricos e
nitrosos, e os clorofluorcarbonos, sendo este por muito tempo teve o
seu uso na climatização de ambiente, câmara frigorífica e
refrigeradores industriais e domésticos, na atmosfera dificultam a
renovação do Ozônio, permitindo que os raios ultravioletas consigam
penetrar com maior intensidade na superfície do planeta.”No ano de
1997, pesquisadores observaram pela primeira vez a existência de um
grande buraco na Camada de Ozônio na área da Antártida. A partir daí,
várias pesquisas concluíram que o nível de ozônio tem diminuído também
em outros pontos do planeta. De acordo com números do Programa das
Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a cada 1% de destruição da
Camada de Ozônio, aproximadamente 50 mil novos casos de câncer de pele
e 100 mil novos casos de cegueira, provocados por catarata, surgem no
mundo. Um outro problema  relacionado ao meio ambiente é o designado
efeito Estufa que permite a passagem dos raios do sol, gerando calor
que fica concentrado na atmosfera da terra, colaborando para o
derretimento das calotas polares e muitas intempéries que causam danos
de grandes dimensões. Embora, de forma natural, esse fenômeno seja
responsável por manter o planeta com uma temperatura adequada, gerando
o calor necessário, por que sem ele, a Terra seria extremamente fria e
a sobrevivência por aqui seria muito difícil.” O solo, o outro
elemento do trinômio, o mais explorado, pois é nele que construímos
grande parte das cidades e metrópoles com toda a infraestrutura a
serviço das facilidades e conforto do ser humano. Mas, também, onde se
registram os maiores impactos ao meio ambiente em consonância com o já
comentado. Para não deixar por  menos, para agravar esse quadro
preocupante, temos a poluição sonora que é uma das principais causas
do quadro de ansiedade das pessoas que vem aumentando de forma célere.
Também do solo tiramos diversas forma de metais e as chamadas terras
raras; a preciosa água dos poços artesianos que são de grande
utilidade nas terras áridas do nordeste brasileiro. Também se extrai o
chamado ouro negro, petróleo, cuja produção no Brasil é ainda muito
pequena. Enfim, o momento para agir já se deu há anos e continuará o
seu processo irreversível por décadas. Ainda bem que para a humanidade
não lhe falta capacidade inventiva para reverter esse quadro e não
dispensa a colaboração de todos nós! A mãe Natureza e as gerações
futuras ficarão gratas!

Publicado por hiltonferreiramagalhes

Engenheiro Eletricista/Eletrônico; Mestre em Ciências de Engenharia Elétrica-Sistema de Potência/COPPE-UFRJ; Mais de 4 décadas de experiência em projetos de engenharia e docência de 1º, 2º e 3º. Atualmente se dedica a projetos de eficência energética e geração fotovoltaica, a qual considera a do futuro bem próximo. Vide sistema off e on grid que crescem mais de 2 vezes por ano no Brasil. Excelente instrumento para obtenção de crédito de carbono.

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