Um metodologia simples para avaliar o potencial de um local para geração fotovoltaica

É de senso comum que o mundo vem experimentando uma revolução quanto à busca de fontes primárias de energia impelido pelas exigências de serem mais amigáveis com o meio ambiente. Desta forma, as transações comerciais e econômicas entre os países, com destaque os mais desenvolvidos, cada vez mais trazem no seu escopo a obrigatoriedade de serem menos impactantes aos recursos ofertados pela natureza. Em especial, no caso brasileiro, que é privilegiado pela extraordinária matriz com predomínio das fontes alternativas e renováveis, ganha relevância as de origem solar, como a geração fotovoltaica, que cresce no nosso ambiente em torno de 2 vezes, em média, nos últimos anos. O segmento residencial apresenta um crescimento sustentado na fotovoltaica, pois os consumidores vislumbram uma uma alternativa para se resguardarem contra a chamada inflação do KWh consumido, que é um dos mais altos do mundo. O intuito desse material é, portanto, contemplar e orientar esses importantes clientes na instalação própria de energia, principalmente um sistema on-grid, através de uma metodologia muito simples para poderem avaliar quanto à decisão na aquisição e no investimento nesse tipo de empreendimento. O parâmetro utilizado será apenas o do KWh consumido e terá como exemplo uma unidade residencial de porte médio, com característica que abrange um percentual bastante relevante do nosso país.

Exemplo:

  1. Localização – residência da região oeste do Município do Rio de Janeiro;
  2. Tipo de cliente: Grupo B – residencial;
  3. Tipo de ligação: Trifásica;
  4. Concessionária que abrange a região: Light S/A;
  5. Consumo médio mensal: CMM = 320 KWh por mês;
  6. Custo de disponibilidade (CD) : É um custo mínimo pago à concessionária para dispor, a qualquer hora, de fornecimento de energia elétrica o consumidor, sendo considerado os seguintes valores por mês: Ligação monofásica – 30 KWh; bifásica – 50KWh e trifásica – 100 KwH;
  7. Energia de compensação (EC) : É aquela que efetivamente será tomada como base para o dimensionamento do sistema de geração fotovoltaica: EC = CMM – CD = 320 – 100 = 220 KWh por mês;
  8. Energia de compensação diária (ECD) : ECD = 220/30 = 7,4KWh/dia;
  9. Irradiação solar diária ( Hora solar de pico – HSP) em KWh/m²dia : No caso do Rio de Janeiro é de 5,00 (HSP) com uma boa aproximação;
  10. Potência de pico do gerador fotovoltaico : Wp = ECD/HSP = 7400 Wp/5 = 1480 Wp = 1,5 KWh ( arredondando);
  11. Número de módulos : Nm = 1480/500 = 3 ( considerando cada módulo de 500 Wp) – Implica em disponibilidade de área livre de aproximadamente de 8 metros quadrados;
  12. Custo para desenvolvimento dos projetos e execução: Considerando que cada 1wp custa $3 ( dólares americanos) temos um total de $4,500 que em reais a R$5,30/dólar é igual a R$23800,00;
  13. Tempo de retorno do investimento (pay pack) : Para avaliação de um economia de R$2640,00 /Ano obtemos : 23800/2640 = 9 anos. Há que observar que o real está muito desvalorizado e que, digamos, uma relação de R$4,60/dólar, o pay pack cai para 7,8 anos. Um sistema fotovoltaica dura em média 25 anos. Portanto, após a amortização do investimento, durante 16 a 18 anos passar acumular considerável valor em real.

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